Na 3ª parte (e última, até que se invente mais um motivo para espatifar PF

) vou falar sobre a corrente da caixa de pilhas
8881.

Por altura dos testes de medição de corrente do receptor
8884, levantou-se a possibilidade de não haver mais débito de corrente, não porque o próprio 8884 a estivesse a limitar, mas porque já de trás, a caixa de pilhas
8881, o pudesse estar a fazer, uma vez que era sabido que a mesma contém essa protecção e era dito ser da ordem dos 800mA. Como até anteriormente já tinha medido 1A (1000mA) a sair dela, para alimentar o receptor, pelo menos já tinha-mos quebrado a barreira dos 800mA, e também já tinha registado uma corrente máxima de 1268mA quando andei a fazer
experiências com o Front Loader 8265. Mas esse limite teria sido imposto pela caixa de pilhas? Seria porque as pilhas usadas não davam mais do que isso? Ou seria porque não houve consumo superior a esse?
Para já vou deixar o esquema da caixa de pilhas
8881, basicamente copiado do
site do Philo, mas com correcção à polaridade das pilhas que ele tem isso invertido.

A montagem para testes
Video:
http://www.youtube.com/watch?v=8YnWV82tBp8BrickShelf:
http://www.brickshelf.com/cgi-bin/gallery.cgi?f=403540A minha ideia foi usar uma fonte de alimentação com regulação de tensão (regulado para 9v) e limite de corrente ajustável, a fornecer energia à caixa de pilhas, em vez de usar pilhas alcalinas ou recarregáveis, pois sobre elas não teria qualquer controlo no fornecimento de energia. Para isso tive que soldar 2 fios no interior da caixa.
Inicialmente ajustei a fonte para aproximadamente 1.1A, valor que sabia à partida que não ia fazer actuar o limite da caixa de pilhas pois já tinha registado valores superiores com pilhas. Liguei em paralelo 2 motores à caixa
8881, 1 motor XL
8882 e 1 M
8883. Quando os parei com a mão, a fonte de alimentação limitou a corrente (acende um LED amarelo na fonte) como esperado, aproximadamente nos 1.1A. Como foi a fonte de alimentação que limitou a corrente, isso significa que a caixa de pilhas deixou passar essa corrente.
Posteriormente subi o limite de corrente da fonte para uns 2A. Sempre que parava os motores um amperímetro (o multímetro do lado esquerdo no video), registava valores máximos de 1.4 a 1.5A, e embora tenha registado picos de mais de 1.6A, pela regularidade das ocorrências diria que o limite de corrente da caixa de pilhas se situa nos 1.4A.
Podia dar-se o caso dos motores pararem, impondo quedas de tensão e limites de corrente, por estarem a actuar os varístores internos que os protegem, mas
como o Philo nos diz que em stall a corrente máxima num motor XL
8882 é de 1.8A e do M
8883 é de 850mA, e eu tinha os 2 em paralelo, a corrente que estes deveriam requerer à fonte de alimentação deveria ser de 2.65A (
1ª Lei de Kirchhoff). Se a caixa de pilhas a deixasse passar, tendo a fonte alimentação ajustado um limite de corrente para uns 2A, este deveria actuar se caixa de pilhas não o tivesse feito. Como tal não chegou a acontecer, e a corrente foi limitada num valor bem inferior aos 2.65A que seriam o limite que poderia fazer actuar as protecções dos motores, então concluo que só pode ser a caixa de pilhas que está a limitar a corrente quando esta atinge aproximadamente os 1.4A.
Quando o limite de corrente ocorria, os motores paravam mesmo sem continuar a forçá-los a tal e demoravam 2 a 3 segundos a retomar a velocidade normal quando lhes era permitido de novo rodar livremente. Assumo que este tempo se devia parcialmente à recuperação do estado da protecção da caixa de pilhas, pois a rapidez com que um motor começa a rodar normalmente quando é alimentado é muito superior à que verifiquei nesta ocasião particular.
Conclusão: Embora tenha registado picos da ordem dos 1.6A, diria que com regularidade o limite de corrente imposto pela caixa de pilhas
8881 se situará nos 1.4A.
Nota: Para desmontar a caixa de pilhas
8881 é imperativo que o comutador cor de laranja esteja na posição mais afastada do conector.

Abraço